As cidades de Itajaí e Navegantes, localizadas no litoral norte de Santa Catarina, enfrentam uma grave crise no abastecimento de água potável nesta quarta-feira, dia 26 de junho. Os principais reservatórios responsáveis por suprir a demanda da população operam em níveis criticamente baixos, o que compromete significativamente a distribuição e a pressão da água em grande parte das áreas urbanas dos dois municípios. A situação, que já se mostrava preocupante nas primeiras horas da manhã, tem potencial para se estender ao longo de todo o dia, afetando diretamente a rotina de milhares de moradores e estabelecimentos comerciais.

A escassez é particularmente aguda em pontos estratégicos do sistema de distribuição. Por volta das 7h30, o reservatório do Morro da Cruz, essencial para o abastecimento de Itajaí, operava com menos de 6% de sua capacidade total. Esse volume extremamente reduzido já causava dificuldades consideráveis nos bairros Centro, Fazenda, Fazendinha e Praia Brava, onde a pressão da rede estava seriamente comprometida. Em Cabeçudas, a situação era ainda mais drástica, com o reservatório completamente vazio, enquanto os sistemas de São Roque e Arapongas registravam níveis abaixo de 50% e 30%, respectivamente, com a expectativa de esvaziamento completo nas horas seguintes, à medida que o consumo doméstico se intensificava.

A causa imediata para a condição crítica dos reservatórios reside na falha em sua recuperação após interrupções anteriores no processo de tratamento de água. Embora os detalhes específicos das paradas não tenham sido amplamente divulgados, o impacto direto é a incapacidade do sistema de repor o volume necessário para garantir o fornecimento contínuo e regular. Este cenário coloca em risco a garantia de pressão adequada em todos os pontos da rede, alertando para a possibilidade real de falta d'água generalizada, o que demanda medidas urgentes de economia e gestão tanto por parte da população quanto das autoridades.

Diante da iminente escassez, as autoridades locais reforçam a necessidade de a população adotar medidas rigorosas de economia de água. A orientação é para que o uso seja restrito ao essencial, evitando atividades que demandam grande volume, como lavagem de carros, calçadas ou rega de jardins. A manutenção do problema por um período prolongado pode acarretar impactos não apenas no conforto diário dos cidadãos, mas também na saúde pública e nas atividades econômicas locais, especialmente aquelas que dependem diretamente do recurso hídrico, como comércios e serviços essenciais. A expectativa é que, com a colaboração da comunidade e a normalização do tratamento, os níveis dos reservatórios possam ser restabelecidos nos próximos dias.