O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento preparatório para investigar possíveis falhas de segurança no serviço de ferry boat que opera entre os municípios de Itajaí e Navegantes, no litoral norte de Santa Catarina. A investigação foi motivada por denúncias de usuários que relataram a substituição das estruturas de proteção lateral das embarcações.
Anteriormente, as balsas possuíam placas sólidas de proteção que garantiam o fechamento completo das bordas. No entanto, a concessionária responsável, NGI Sul P&P Ltda., optou por substituir essas placas por uma estrutura composta por canos vazados. Essa alteração criou vãos consideráveis, que, segundo os passageiros, aumentam significativamente o risco de quedas ao mar.
As denúncias apontam que o perigo é agravado pelas manobras frequentemente bruscas e pelas colisões que a embarcação sofre durante as travessias entre os dois municípios. Diante desse cenário, o MPF busca apurar se a mudança na estrutura de segurança compromete a integridade e o bem-estar dos passageiros que utilizam o serviço diariamente.
Como parte da apuração, o procurador da República Carlos Augusto de Amorim Dutra expediu ofícios para a concessionária NGI Sul P&P Ltda., a Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí (Marinha), a Superintendência do Porto de Itajaí e a Prefeitura de Itajaí. Os órgãos foram solicitados a realizar vistorias técnicas, prestar informações detalhadas e adotar as providências necessárias para corrigir os problemas apontados. A empresa e as autoridades têm um prazo de 10 dias para apresentar esclarecimentos.

